Desculpem a todos meu estado avassalado de espírito. Se alguém gostar de meus vestígios de sanidade… eu agradeço. Se eu deixar ainda mais você para baixo… Eu sinto muito.
Regurgitação
Jony X
Não penses que não vos escuto…
…Mesmo que as palavras me causem vertigem
Não aches que não enxergo…
…Mesmo que a verdade seja tão coruscante
Não creias que não acredito…
…as raízes de minhas crenças padecem de enfermidades metuendas
*
Mas não pense também que não sinto
Pois isso é tudo que sei, minha única verdade
*
Minha única dor, minha religião,
Minha ideologia, filosofia,
Minha vida… Minha Sina
*
E Reputo-me disto!
*
Uma vida feita de sentidos, sinestésica
Oriunda de confusões e anseios…
*
Tudo é simples no olhar do invasor
O empirismo é a prova egocêntrica do saber…
Nunca visto, possivelmente nunca sentido.
*
A tu’ ajuda que tanto me descolore
Deste meu mundo já tão etílico
…tão bucólico mas tão profundo…
Antítese que só saberias se me abri-se inteiro
Rasga-se de minha carne
Provesse de minha feridas
Se deleitasse de meus amores… De meus prazeres…
*
Autópsia em um cadáver de sentidos
Que mesmo vivo apodrece
Venha, pois adentre-me…
Como se penetrasse nas raízes da construção humana…
*
… Nos dejetos de meu refluxo estão respostas
Que não posso compreender…
Tão diluído de inverdades… tão sabia de mentiras
Tão melancólicas e tão perversas
*
Os ácidos estomacais sempre fazem bem o seu trabalho…
*
E nisso fico a divagar sobre como encontrar a ponta do novelo
Para que eu possa finalmente fiar a tecer a complementação
De uma alma que só precisa ser verdadeiramente aquecida.
*
Para que ao menos uma única vez possa dormir em paz.
… e quem sabe eternamente…
*
Desculpe qualquer coisa… sempre!
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